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Quais indicadores de marketing a clínica deve acompanhar?

Os indicadores de marketing da clínica medem cada etapa, do contato à consulta realizada. Veja o que acompanhar, como calcular e como decidir.

Capa do artigo com o título Indicadores de marketing da clínica, a marca Criativa e a etiqueta Blog sobre fundo chumbo.

Uma clínica deve acompanhar os indicadores que mostram o caminho do paciente, do primeiro contato à consulta realizada: contatos recebidos, taxa de agendamento, taxa de comparecimento, custo por consulta realizada e origem dos pacientes. São esses números que permitem decidir onde investir e o que corrigir a cada ciclo.

Que indicadores formam o painel da clínica?

Um painel enxuto cobre o percurso inteiro, sem excesso de números:

  • Contatos recebidos: pedidos de informação ou de horário por telefone, mensagem, formulário ou na recepção.
  • Agendamentos: contatos que viraram consulta marcada.
  • Consultas realizadas: agendamentos em que o paciente compareceu.
  • Origem: o canal pelo qual cada paciente chegou, como busca, anúncio, indicação ou redes sociais.
  • Investimento: o que foi gasto em cada canal no período.
  • Retorno: pacientes que voltaram para o retorno indicado pelo médico, quando isso fizer sentido para a especialidade.

Cada número precisa de uma definição escrita. Se a recepção conta como contato só quem pergunta o preço, e o marketing conta toda mensagem recebida, os dois vão discordar sem que ninguém esteja errado. A definição combinada vale para todos os ciclos, para que um período possa ser comparado com o outro.

Como medir cada etapa, do contato à consulta?

Cada etapa tem uma taxa que mostra quanto passa para a seguinte:

  • Taxa de agendamento = agendamentos ÷ contatos recebidos × 100.
  • Taxa de comparecimento = consultas realizadas ÷ agendamentos × 100.
  • Taxa de conversão total = consultas realizadas ÷ contatos recebidos × 100.

Olhar as taxas separadas mostra onde está o problema. Se poucos contatos viram agendamento, a questão tende a estar no atendimento, no tempo de resposta ou na oferta de horários. Se poucos agendamentos viram consulta, a questão tende a estar na confirmação, no lembrete ou na distância entre a marcação e a data.

As taxas também devem ser calculadas por canal. Um canal pode trazer muitos contatos com baixa taxa de agendamento, e outro, poucos contatos que quase sempre viram consulta. Só a leitura por canal mostra essa diferença.

Como calcular o custo por agendamento e por consulta?

  • Custo por contato = investimento no canal ÷ contatos vindos desse canal.
  • Custo por agendamento = investimento no canal ÷ agendamentos vindos desse canal.
  • Custo por consulta realizada = investimento no canal ÷ consultas realizadas de pacientes vindos desse canal.

O custo por consulta realizada é o que fica mais perto da realidade da clínica, porque considera quem de fato compareceu. Para calculá-lo, a origem precisa ser registrada no primeiro contato e acompanhar o paciente até a consulta.

O investimento pode incluir só o valor pago à plataforma ou, para uma visão completa, também o custo de produção e de gestão daquele canal. O importante é usar sempre o mesmo critério e deixá-lo escrito no painel.

Que números não servem para decidir?

Alguns números são fáceis de obter, mas não dizem se o marketing traz pacientes:

  • curtidas, seguidores e alcance, que medem a distribuição do conteúdo, e não o agendamento;
  • visitas ao site sem relação com os contatos gerados;
  • quantidade de publicações ou de anúncios no ar, que mede esforço, e não resultado.

Esses números podem ajudar quem executa a ajustar o próprio trabalho. A decisão de investir, manter ou parar um canal, porém, deve se apoiar nos indicadores de contato, agendamento, comparecimento e custo.

Quem olha os números e com que frequência?

  • Recepção: registra contatos, agendamentos, comparecimentos e origem, todos os dias, num campo padronizado da agenda ou do sistema.
  • Responsável pelo marketing: consolida os números por canal e prepara a leitura do ciclo.
  • Sócios ou diretoria: recebem um painel curto ao fim de cada ciclo de 5 semanas e tomam as decisões.

Uma conferência semanal rápida ajuda a corrigir falhas de registro antes que contaminem o ciclo, como origem em branco ou consulta remarcada contada duas vezes. A decisão, porém, fica para o fim do ciclo, quando há números suficientes para comparar.

Como transformar indicadores em decisão no ciclo?

Ao fim de cada ciclo, cada canal passa por três perguntas:

  • o custo por consulta realizada ficou dentro do critério combinado no início do ciclo?
  • a taxa de agendamento e a de comparecimento mudaram em relação ao ciclo anterior?
  • existe uma hipótese clara para melhorar o que não foi bem?

Com as respostas, a decisão é manter, parar ou testar. Manter o canal que cumpre o critério. Parar o que não cumpre e não tem hipótese de melhora. Testar uma mudança específica, com um ajuste por vez, para saber o que causou a diferença.

O critério de cada canal deve ser definido pela própria clínica, a partir da capacidade de atendimento, do valor das consultas e da margem. Número de outra clínica não serve como meta, porque a operação, o público e os custos são diferentes.

Perguntas sobre este tema

A taxa de agendamento mostra quantos contatos viraram consulta marcada (agendamentos ÷ contatos recebidos × 100). A de comparecimento mostra quantos agendamentos viraram consulta realizada (consultas realizadas ÷ agendamentos × 100).

Perguntando e registrando a origem no primeiro contato, num campo padronizado da agenda ou do sistema da clínica, e mantendo esse registro até a consulta.

Servem para quem produz o conteúdo acompanhar a distribuição, mas não mostram se o marketing traz pacientes. Para decidir, use contatos, agendamentos, comparecimento e custo por consulta realizada.

A conferência dos registros pode ser semanal. A decisão de manter, parar ou testar cada canal fica para o fim de cada ciclo de 5 semanas.

Christiano Miranda
Christiano MirandaSócio · Criativa

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